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Sábado, Novembro 26, 2011

MINAS: Educação x Governo

Esta semana, milhares de manifestantes se instalaram na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, para mais uma discussão sobre o projeto de remuneração salarial dos servidores da educação.
Infelizmente a votação dos nossos parlamentares visaram apenas o bem próprio e aprovaram um projeto de lei salarial que provocou a indignação dos vários manifestantes que lotaram as galerias do prédio. Mesmo com as vaias dos servidores, os deputados, egoístas deixaram de lado o " bom senso", e o respeito pelos profissionais que um dia no passado, outros foram os seus educadores em uma sala de aula. Não é difícil para todos os cidadãos perceberem como os nossos governantes, que se dizem atuantes em prol da igualdade e para o bem da população, agem como verdadeiras aves de rapinas.
Acredito até que o nosso governador Antônio Anastasia, conhecido como "professor Anastasia", não soube lidar com o nome, e esqueceu que antes de se tornar um político, esteve em uma sala de aula. Um dia para conhecer e aprender soletrar as letras do alfabeto e tabuada, teve que depender de um educador para lhe ensinar os primeiros passos.
E hoje, no poder, atirou ao vento todo o seu passado e minimiza uma profissão muito abaixo do seu piso salarial.
Será que uma profissão é mais importante que a outra? Será que ser "político", é mais importante e deve ser mais valorizado que tantos outros profissionais espalhados pelo nosso país?
Infelizmente, no nosso país, é mais fácil ser político e "corrupto".
Nesta quarta-feira (23/11), o projeto do Governo de Minas, definiu a política salarial de 403 mil servidores de educação do estado. À partir de janeiro de 2012, todos os servidores de nível médio passa a receber R$ 1.122 , e os de nível superior R$ 1.350.
De acordo com Beatriz Cerqueira, a coordenadora - geral do Sind-UTE, o projeto substitutivo não teve a participação de todos os envolvidos na negociação, como o sindicato, deputados e governo. E esclarece que o sindicato foi excluído da negociação e aposta em uma nova paralisação em 2012.
Já o relator do projeto, deputado Duarte Bechir (PMN), afirmou que os trabalhos de negociação foram prejudicados pelo embate entre o governo e o sindicato. Por isso, o projeto de negociação para remuneração salarial passou a ser discutido entre o governo e os deputados.
Para os deputados, se todas as reivindicações dos servidores fossem adotadas, ocorreria um impacto nas contas do estado de R$ 3,7 bilhões no orçamento. A nova remuneração vai premiar o tempo e a qualificação de cada profissional.
Fonte: Imprensa local
Redação: Ronaldo Gonçalves

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