Conversa de torcedor em final de jogo não falta desabafos, choros e críticas. Foi o que aconteceu no fim da tarde deste domingo (08/05), depois da partida entre Atlético e Cruzeiro, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. As duas torcidas eufóricas, cantavam o hino dos clubes anunciando mais uma vitória. Por todos os lados, bandeiras, camisas e enfim variedades de apetrechos enfeitavam as arquibancadas, ao mesmo tempo que os gritos radiantes podiam ser ouvidos ao longe. Alguns esperavam mais do cruzeiro, outros aguardavam esperançosos um sinal dos céus para fortalecer os jogadores atleticanos. Em uma partida de futebol, ninguém espera perder, mas enfim, o jogo é uma caixa de surpresa.
Desta vez, quem saiu na frente para decidir o Campeonato Mineiro 2011, foi o atlético. Apostando na lógica e na certeira classificação jovem de seu time, o técnico Dorival Junior recebeu a resposta dos mistérios do futebol. Completamente motivados, os Alvinegros dobrou a Raposa por 2 a 1. Uma vantagem para os jogos finais.
Enquanto Mancini e Patric, ajeitaram a jogada balançando a rede para o galo, o jogador Wallyson, enfurecido deu o troco para a raposa.
Com este resultado, o atlético conseguiu eliminar os pensamentos ruins e apostar que pode chegar na final do campeonato com a vitória ganha. Agora, precisa de apenas um empate para levantar a taça de campeão. Por outro lado, o cruzeiro totalmente abatido, se vê perdido para uma vitória prazerosa. Em campo, o time azul celeste demorou a se encontrar, talvez ainda com os pensamentos na Copa Libertadores, onde não teve um resultado favorável.
No próximo domingo, às 16h, na Arena do Jacaré, as duas equipes voltam a se encarar em campo. Mais uma vez, os corações das duas torcidas vão bater mais forte e não suportar a pressão de imaginar que podem vacilar e perder.
O Atlético confia nos seus jovens jogadores, Bernard e Giovanni Augusto, que iniciou este clássico, com garra, fazendo uma bonita jogada.
Em campo o Cruzeiro, se mostrou perdido diante das jogadas do adversário. Para começar, nos primeiros minutos, Magno Alves, provocou um susto no goleiro Fábio. Seguindo por Mancini que jogou a bola para o atacante que fez um belo chute a gol.
Fábio fez a defesa e conseguiu evitar o primeiro gol atleticano, enquanto a zaga cruzeirense pedia impedimento.
Durante toda a partida, jogadas inesperadas fizeram a bola rolar no gramado. Aproveitando, os 4 minutos de bola parada, Mancini cobrou a falta e a bola foi direto para o gol, deixando desconcertado o goleiro Fábio. O Galo saiu na frente e a torcida vibrou esperançosa.
Neste momento, a Raposa, tomou coragem e aos 11 minutos, Montillo cobrou escanteio, e Gilberto chutou para o gol atleticano. Mas, Renan defendeu a bola com agilidade.
Montillo, não deu como vencido, deixou para trás a marcação do adversário, chutou para Wallyson que empatou o jogo para o Cruzeiro.
Em um cenário de guerra, as duas equipes apostavam em contra-ataques, e não se abatiam, a cada minuto um perdia a bola para o outro e em questão de segundos, a bola voava e dava medo nos jogadores. O Galo, dava trabalho para a Raposa, e aos 36 minutos, Magno Alves, impulsionou a bola para Patric na direita, que apostando na marcação falha do inimigo, atirou a bola para Fábio.
No transcorrer da partida, reclamações não faltava. O Cruzeiro reclamou de um impedimento não marcado pelo bandeirinha. Encontrando dificuldades para chegar ao gol do Galo, os jogadores do Cruzeiro apresentavam nervosos e cansados. Os Alvinegros pareciam não se preocupar, e continuavam administrando a jogada com cautela, aproveitando das oportunidades adquiridas deste o início do jogo, uma vantagem a frente.
Nos minutos finais as duas equipes se mostraram mais um pouco em campo, como o Cruzeiro que teve chances de um empate, mas as jogadas foram imprecisas, e o Atlético tentou ir mais a frente para marcar o terceiro gol, e também não obteve sucesso.
Para a torcida Alvinegra, esta vitória contra o Cruzeiro será inesquecível. Pelas ruas da Capital e em bares os gritos de alegria mostravam como foi válida o cruzar dos dedos e os sustos durante a partida. Aos cruzeirenses, só resta lamentar por mais um jogo perdido.
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