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Quinta-feira, Maio 26, 2011

MINAS/Economia: Pesquisa do IBGE revela que escolaridade é o principal motivo da diferença salarial

A desigualdade salarial ainda é predominante no mercado de trabalho em nosso país. Enquanto alguns recebem mais, outros recebem menos, de acordo com o cargo ocupado. Mas, como também há empresas que pouco valoriza o seu profissional, mesmo que este tenha uma boa qualificação e um bom nível de escolaridade. Segundo, uma pesquisa realizada nesta quarta-feira (25/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o nível de escolaridade é o que faz a diferença no salário do profissional, embora ainda que os homens sejam mais bem remunerados do que as mulheres.
Nos anos anteriores, a diferença salarial dos homens era de 24,1%, do que as melhores, levando em conta que ainda o nível de escolaridade mostrou ser determinante. Trabalhadores que possuíam educação superior recebiam um salário de 225% maior do que aqueles que ainda não haviam concluído a faculdade.
Os dados revelados na pesquisa demonstraram que mesmo que a diferença salarial entre os homens e mulheres seja significativa, a importância do conhecimento para um retorno salarial desejável também interfere em cada profissional.
Para compreender melhor, de 40,2 milhões de trabalhadores assalariados, 33,6 milhões não possuíam curso superior (83,5%), enquanto 6,6 milhões tinham curso superior (16,5%).
Dos trabalhadores que concluíram o curso universitário, a diferença da fatia salarial era de 39,7%, ou seja, R$ 310,6 bilhões, para 60,3%, para os que tinham menor escolaridade, R$ 471,3 bilhões.
Em todos os setores da atividade econômica, as diferenças salariais ainda é o que causa as desigualdades sociais. Por isso, em nosso país há mais pobres do que ricos. No setor industrial, a diferença é mais significativa do que no comércio. Em 2009, o nível salarial em média foi de R$ 1.540,59 (3,3 salários mínimos).
Os homens receberam R$ 1.682,07 (3,6 salários mínimos), contra R$ 1.346,16 (2,9 salários) para as mulheres.
Em contrapartida, a pesquisa do IBGE, mostrou que a diferença salarial entre os homens e as mulheres ainda é predominante.
Como as mulheres, geralmente estão inseridas em empresas menores, a tendência é que os seus salários também sejam menores. As micro e pequenas empresas pagam salários menores do que as grandes empresas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa teve abrangência em 4,8 milhões de organizações e empresas, unindo 40,2 milhões de assalariados, embora 23,4 milhões (58,1%) eram homens e 33,6 milhões (83,5%) não possuíam ensino superior.
Infelizmente em nosso país, a desigualdade bate na porta de todos sem piedade, interferindo no crescimento econômico. Mesmo, que poucos ainda tenham acesso a educação superior, é preciso que nossos governantes assumem o papel de realizar projetos que possam atingir as várias camadas da população.
Quando se fala em educação, ter uma profissão, é necessário pensar em estratégias para inserir no mercado de trabalho, os novos profissionais que a cada ano concluem a faculdade.
Atualmente, muitas empresas ainda exigem profissionais com experiência, e desta maneira colaboram para a desigualdade social.
Em 11 de março de 2008, o presidente da República sancionou a seguinte lei.
Art. 1o A Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 442-A: Art. 442- Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade." Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 10 de março de 2008; 187o da Independência e 120º da República.
Ainda muitas empresas exigem mais de seis meses de experiência nas contratações.
Fonte:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

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