O aumento das tarifas dos coletivos de Belo Horizonte causou indignação a população. Igualando-se as passagens de São Paulo, as de Minas são as mais caras da região Sudeste.
A partir da madrugada desta segunda-feira, depois de um feriado prolongado, os belohorizontinos serão recebidos com um novo preço nas tarifas dos ônibus. Um aumento de 9,52% calculando o valor da passagem de R$ 2,10 para R$ 2,30, um reajuste que coloca a Capital mineira como a cidade da região Sudeste com tarifas de coletivos mais cara, embora se iguale a São Paulo, a maior cidade do país.
O reajuste das tarifas, somados foi maior que do ano passado - 4,77% - atendendo as reivindicações das empresas, e ainda este aumento ficou acima da inflação calculada pelo Índice de Preços ao consumidor Amplo - IPCA - acumulando alta de 5,61% de janeiro a novembro deste ano. Segundo Jussara Bellavinha, diretora de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da Bhtrans, a taxa de reajuste atende uma nova formula da Bhtrans, que acompanha a variação do óleo díesel, preço dos pneus, dos veículos, mão de obra e das despesas administrativas das aviações. E entre estes itens, o que colaborou para os reajustes das tarifas foi o óleo diesel que teve um aumento de 16%, sendo uma medida do governo federal que segurou as alterações do preço da gasolina enquanto o petróleo estava em alta.
As linhas suplementares e dos taxis lotação também foi afetada, o preço de R$ 2,20 foi para R$ 2,40. Para os usuários de ônibus onde as tarifas são de R$ 2,30, este reajuste representa 12% acima no orçamento. Bellavinha afirmou ainda que de quatro em quatro anos estes reajustes equivale as alterações no contrato, cálculos previstos, levando em conta também os valores nas contas das empresas, podendo ainda reajustar os valores das tarifas.
Com este reajuste, 1,4 milhão de usuários serão afetados, isto porque o percentual daqueles que utilizam as linhas de ônibus e pagam tarifas inteiras e outros meias no segundo coletivo, através do cartão Bhbus, representa 7% do total.
A justificativa da Bhtrans para este reajuste, foi de que a Prefeitura de Belo Horizonte não subsidia o transporte, como São Paulo e que as melhorias previstas nos novos contratos, como intervalo menor entre as viagens e a superlotação não estão sendo cumpridas pelas empresas. As empresas que desrespeitam estas novas regras ainda não foram multadas, apenas notificadas, enquanto não forem penalizadas, sentirão na obrigação de não cumprir estas novas regras. Finalizou.
Para a região Metropolitana, onde as linhas de ônibus são gerenciadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem - DER -, que transportam mais de 900 mil usuários, os reajustes não foram definidos. No início deste mês, as empresas pediram um aumento de 16,5% ao DER. Por outro lado a Secretaria de Transportes e Obras Públicas do Estado - Setop - , informou ontem que não há previsão de aumento até o fim do ano, apenas o governador pode definir este percentual.
Segundo informações do DER, o índice de reajuste das tarifas dos ônibus da região metropolitana segue o mesmo período da Bhtrans. Em 2007 o aumento foi de 5% e o da Capital 4,7%

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