Os representantes das Organizações que compõem o Fórum estão preocupados com os projetos discutidos no Congresso, como as desapropriações de terras e a atualização dos índices de produtividade.
Nesta quarta-feira, durante encontro em Brasília com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Rolf Hackbart, representantes do Fórum Nacional da Reforma Agrária exigiram do governo federal uma atitude mais firme em defesa da distribuição de terra. Além das cobranças de atualização dos índices de produtividade da terra, eles cobraram a mobilização da base de apoio do governo no Congresso para evitar a aprovação de projetos que seriam tentativas de desmonte da política de reforma.
Luiz Dulci, afirmou que o governo mantém seus compromissos com a reforma agrária, que é considerada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o melhor caminho para diminuir o desequilíbrio no mundo rural. Entretanto não há datas previstas para mudanças nos índices, visto que esta decisão seria do presidente. Todas as propriedades que não alcançam índices legais, são consideradas improdutivas e, assim podem ser desapropriadas e destinadas à reforma.
Uma carta com as reivindicações do fórum foi entregue aos representantes do governo para que fosse encaminhada ao presidente Lula.
Organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fazem parte da entidade.
Os líderes das organizações estão preocupados com as atividades da bancada ruralista no Congresso. Na reunião da entidade, o Coordenador Nacional do MST, João Batista de Oliveira, demonstrou esta preocupação quando afirmou:
"Estão tramitando projetos que visam a retirar da área do Executivo ações essenciais para a reforma, como as desapropriações de terras e a atualização dos índices de produtividade, também está havendo uma tentativa de desmonte da legislação ambiental."







